MENINO DE RUA

A propósito do DIA DAS CRIANÇAS, dedico esta mensagem ao MENINO DE RUA. 

Qual é o nome do MENINO DE RUA? 

– MENINO DE RUA! 

Nunca encontrei entre os antropônimos tal palavra, mas é assim que se chamam as crianças carentes e abandonadas que fizeram das ruas suas próprias casas. É um produto típico dos nossos tempos! 

Tem MENINO DE RUA em Belém, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Boa Vista, Salvador, Vitória, Cuiabá, Campo Grande, Natal…, em toda parte, em todo o Brasil, nas capitais e nos interiores. É um tipo de gente que nasceu no País, de ponta a ponta! 

Quem é o responsável pelo MENINO DE RUA?  

– Ninguém, diretamente. 

Procura-se pelo pai e pela mãe do MENINO DE RUA. Uns dizem que ele é filho da SOCIEDADE, outros afirmam que a INJUSTIÇA SOCIAL é sua mãe. 

Pais ele teve e tem. Alguém o concebeu e deu à luz. Mas quem será?  

Qual será o futuro do MENINO DE RUA? 

– Depende: 

– Se envolver-se com as drogas, a prostituição e o crime, seu futuro será a doença, a imoralidade, a cadeia e a morte precoce. 

– Se for amparado pelo Estado e encaminhado às Instituições Sociais do Governo, a sorte poderá bater à sua porta e presenteá-lo com uma chance de soerguimento social…, quem sabe! 

– Se uma Instituição Social não governamental estender-lhe a mão amiga, caridosa, caso se toque e a receba, terá embarcado numa oportunidade rara capaz de resgatá-lo da miséria, tirá-lo da rua e dar-lhe um lar, ainda que adotivo…, quem sabe!  

O que é que nós, enquanto cidadãos, sociedade e Igreja, estamos fazendo pelo MENINO DE RUA, especialmente por aquele MENINO DE RUA que está na rua onde moramos e onde nossa Igreja se reúne? 

Que tal responder perguntando, assim: 

– Se eu fosse um MENINO DE RUA e descobrisse que a Igreja Existe,  o que esperaria dela? 

Rev. Aluísio Laurindo da Silva